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SSD – o futuro dos discos rígidos?

O disco rígido é certamente o componente mais crítico do micro, como já mencionei num blog anterior. No entanto, possui várias partes móveis e tem alta suscetibilidade a falhas. Hoje ainda se mede o tempo de acesso dos discos em milissegundos, assim como se fazia há pelo menos 20 anos. Houve um aumento em memórias cache e avanços nas placas controladoras, mas o mecanismo de obtenção dos dados ainda permanece o mesmo de décadas atrás.

No horizonte das esperanças para melhorar as graves deficiências dos discos rígidos estão os SSD’s, ou Solid State Drive. A idéia é trocar a mecânica de discos rodando em alta velocidade sendo lidos através de braços magnéticos por componentes eletrônicos, como flash drives ou memória RAM.

A figura mostra à esquerda um disco rígido com seus componentes e à direita um flash-SSD. Ambos têm o mesmo tamanho e se conectam pelo mesmo tipo de interface (tipicamente SATA ou IDE).

Vários modelos de notebook já possuem SSD, tais como o MacBook Air da Apple e o Toshiba Portege R500. Este vídeo da Samsung mostra algumas vantagens dos discos flash SSD, que são mais rápidos na leitura, mais leves, tendem a economizar mais energia, são mais tolerantes a vibrações e têem maior durabilidade do que HDs convencionais. Além disso, não esquentam e são menos sensíveis a altas temperaturas. Tudo isso parece sugerir que não há motivos para continuar usando discos rígidos convencionais, mas na verdade há duas graves deficiências da atual tecnologia de SSD baseada em flash:

  1. Uma célula de memória flash terá sua capacidade de escrita esgotada quando for sobrescrita de 1 a 5 milhões de vezes. É provável que este número seja excedido durante o tempo de vida útil de um computador, dependendo do tipo de utilização do drive. Uma técnica chamada wear levelling mitiga o problema. Esta técnica minimiza o número de re-escritas feitas em uma única célula, distribuindo os dados no maior número possível de células diferentes.
  2. O processo de escrita em células flash é inerentemente mais lento do que em discos rígidos convencionais. No vídeo da Samsung referenciado no terceiro parágrafo deste artigo, perceba que não é feita menção em relação ao tempo de escrita, porque afinal a propaganda apenas visa mostrar o lado bom do flash-SSD.

Um outro tipo de SSD é o baseado em memória RAM. É isso mesmo que o nome sugere, é baseado em memória volátil, ou seja, vários cuidados são necessários para evitar perda de dados no caso de falta de fornecimento de energia. No entanto, discos baseados em RAM são extremamente rápidos tanto para leitura quanto para escrita, e o tempo de acesso passa a ser medido em microssegundos. Um exemplo desse tipo de SSD é o RamSam 400, da Texas Memory Systems. O RamSan 500, composto por vários módulos RamSam 400, ganhou o Editor’s Best Award na categoria storage da SQL Server Magazine de Agosto deste ano. O RamSam 400 tem capacidade de 32GB a 128GB. Ele possui 4 baias para discos rígidos internos, que funcionam apenas em background guardando dados gravados na memória. Em uma situação de emergência, módulos de UPS seguram os dados durante o tempo necessário para mantê-los a salvo nos discos num processo similar à hibernação do Windows. O RamSan possui saídas de Fiber Channel e Fast Ethernet.

A figura acima ilustra o RamSan 400, com as 4 baias internas para discos.

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