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Archive for agosto \24\UTC 2008

Cuidados com discos rígidos

Na minha opinião, não há item de hardware mais crítico em um ambiente computacional do que o disco rígido. Se houver algo de errado com ele, logo se instaura um risco imitente de perda de dados. Um micro pode ter diversos outros problemas de hardware, seja com processador, memória ou periféricos, mas em geral basta trocar o item defeituoso e tudo volta ao normal. Com o disco, trocar por outro não resolve o problema, e sim cria outro problema ainda maior – a perda definitiva dos dados, a parte mais fundamental a ser protegida em qualquer ambiente computacional. A maneira mais comum pra minimizar a perda de dados com problemas de disco é manter redundância, através de RAID (RAID5, RAID1, RAID10, ou variações), além de ter backups atualizados.

Quando se conhece um pouco mais como os discos rígidos funcionam, é fácil se alarmar ainda mais. Depois dos drives de disquete, talvez o disco rígido seja o componente mais mecânico de um computador. O desgaste dos componentes mecânicos e o mecanisco magnético trazem fragilidades importantes ao componente. Discos rígidos já contêm em sua especificação um MTBF, ou Mean Time Between Failures. Traduções à parte, esta métrica ilustra o tempo médio que o produto terá até ocorrer uma falha. Isso significa, simplesmente, que o próprio fabricante do disco rígido está lhe informando que o disco irá falhar em uma certa quantia de tempo. O MTBF é informado em horas. Por exemplo, um disco rígido SATA da Seagate, modelo Barracuda 7200.11 (de 1 TB de capacidade), tem 750.000 horas de MTBF (85 anos). Já discos SAS, SCSI ou Fiber Channel, como o Seagate Cheetah 10 Krpm, tem o dobro de MTBF, 1.400.000 horas. Esses números parecem animadores, mas na prática os discos rígidos duram bem menos tempo, principalmente quando se consideram fatores como oscilações elétricas e altas temperaturas, que podem nocautear discos definitivamente.

Um aumento de 10 graus já traz sérios riscos ao tempo de vida útil do equipamento. Um software interessante para monitorar a saúde dos discos rígidos é o HDDLife. Há uma versão gratuita, que funciona como um Google Gadget ou aplicação standalone. A figura a seguir mostra o HDDLife Google Gadget, que exibe o estado geral de temperatura e índices de leitura e escrita do dispositivo. A versão Pro trabalha com múltiplos discos, detalha mais os indicadores, e permite notificações.


Figura 1: Foto de tela do HDDLife Google Gadget.

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TechNet Briefing Recife: BD e Business Intelligence

Hoje eu ministrei o evento TechNet Briefing no escritório da Microsoft em Recife. A capacidade da sala era de apenas 40 pessoas e tivemos um bom público: cerca de 36 participantes, um público bastante heterogêneo, com gente da área de negócios, gestores e tecnólogos. Foi também uma boa oportunidade de rever velhos amigos.

Minha apresentação foi focada nos pilares de BI do SQL Server: Reporting Services, Integration Services e Analysis Services, e procurei dar importância a esses tópicos exatamente nessa ordem, porque muita gente ainda não sabe do potencial que o Reporting Services pode oferecer, principalmente no SQL Server 2008. Dei uma rápida pincelada sobre os novos recursos do SSRS 2008, mostrando os novos componentes Chart e Gauge herdados da Dundas, o novo Report Builder com a carinha do Office e todas as geniais interfaces com o usuário típicas da Microsoft. Muitos conheceram o SSRS pela primeira vez, e quase todos saíram com aquela ansiedade positiva de começar a trabalhar imediatamente com o dito cujo, que diga-se de passagem já está presente desde a versão Express do SQL Server, 2005 ou 2008.

Também mostrei alguns exemplos simples de Data Mining em cima da velha e boa base do Adventure Works presentes nos Samples que podem ser instalados junto com o SQL Server. Data Mining e SSRS são coisas que eu gostaria de ver mais amplamente implantado em empresas, mas na prática pouquíssimas pessoas conhecem ele por aqui.

No final, Jonildo assumiu e expôs alguns números bem modestos da comunidade TechNet em Pernambuco. São somente cerca de 3.000 inscritos no TechNet no estado inteiro. Vamos mudar isso gente! O TechNet oferece muitos recursos de treinamento importantes demais para a comunidade para que se perpetue esse despedício em massa.

Vocês podem baixar minha apresentação através da área de arquivos:

TechNet%20Briefing%20-%20BD%20e%20BI%20Recife%2019-ago-2008.PDF-download

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MSSQL Blocks

Se seu servidor está usando pouca CPU e pouco disco e mesmo assim está chovendo de usuário reclamando de mau desempenho, é provável que seu problema seja de contenção de bloqueios (locks).
 
Pela interface do Management Studio (Activity Monitor) não fica muito óbvio perceber cadeias de espera por bloqueios. O comano sp_who2 ‘active’ pode ajudar mas também não é tão prático e direto para identificar exatamente os processos que estão na fila de espera por bloqueios.
 
Em geral, quando se chega nessa situação problemática de desempenho por conta de bloqueios, muita gente sai distribuindo o bom e velho NOLOCK pra todo lado, que despreza os bloqueios e lê o dado "sujo", independente de estar sendo manipulado naquele momento por alguma transação em andamento. Essa prática, apesar de normalmente resolver o problema de desempenho, não é indicada quando se necessita manter integridade transacional dos dados sendo manipulados durante um conjunto de operações que compõem transações.
 
Um russo desenvolveu um interessante utilitário para mostrar de maneira objetiva os problemas com bloqueios. E deixou disponível para download gratuito:
 

Dissecando dados do perfmon

Vale a pena conferir o Performance Analysis of Logs (PAL), uma ferramenta desenvolvida por gente da Microsoft que lê um ou mais arquivos gerados pelo System Monitor (perfmon) e mostra uma série de relatórios automatizados com conclusões "pré-mastigadas" sobre gargalos encontrados:
 
 
O PAL possui código-fonte disponível para download, e tem números animadores de gente usando e atualizando o mesmo. A última versão foi colocada segunda-feira dessa semana (28/07). Como pré-requisito, é necessário ter o Windows XP SP2, Vista, Server 2003 ou Server 2008. Deve-se instalar também o .NET Framework 2.0, o Log Parser e o OWC 11, todos disponíveis para download gratuito no Microsoft Download Center.